Tenho pensado sobre a espetacular arte de sonhar. E não sonhos que a gente sonha acordado e que podem ser interpretados como planos. Aqueles sonhos que a gente sonha dormindo, não tem controle nenhum pelo que acontece e são grandes responsáveis pelo humor com que saímos da cama pela manhã (ou pela tarde, se for um cochilinho gostoso).
Eu sonho todas as noites, sem excessão. Às vezes lembro de muito pouco quando acordo, mas nem sei qual foi a última vez em que a primeira lembrança do meu dia foi relativa ao dia anterior. É sempre um flash do que vivi enquanto dormia.
Tenho muitos sonhos bons. Do tipo que me permite viver uma situação que jamais viveria acordado - pelo menos eu não acho que algum dia o Brad Pitt realmente vai correr atrás do meu ônibus pedindo pra eu não ir embora porque ele quer passar mais tempo comigo; mas é óbvio que eu posso estar errada - quando isso acontecer eu provavelmente estarei dirigindo minha Cayenne e não fugindo de ônibus!!!
Outros são horríveis - perseguições, assaltos, bizarrices, situações de muito medo. Mas o alívio de acordar bem na hora que tudo vai dar errado... quisera pudéssemos ter este tipo de sensação quando se trata da vida real.
E tem os meus preferidos. Aqueles em que eu tenho a chance de encontrar, abraçar e até conversar com aqueles que já se foram. Sentir minha cachorrinha dormindo grudada no meu pé, ouvir meu avô me chamando de Fiota ou papear por horas com uma amiga querida que me faz tanta falta. A grande chance de estar com quem se ama e não se pode tocar acordado.
Eu adoro sonhar acordada, mas ainda não acho que seja melhor do que sonhar dormindo!