terça-feira, fevereiro 22, 2011

.a arte de sonhar.

Tenho pensado sobre a espetacular arte de sonhar. E não sonhos que a gente sonha acordado e que podem ser interpretados como planos. Aqueles sonhos que a gente sonha dormindo, não tem controle nenhum pelo que acontece e são grandes responsáveis pelo humor com que saímos da cama pela manhã (ou pela tarde, se for um cochilinho gostoso).
Eu sonho todas as noites, sem excessão. Às vezes lembro de muito pouco quando acordo, mas nem sei qual foi a última vez em que a primeira lembrança do meu dia foi relativa ao dia anterior. É sempre um flash do que vivi enquanto dormia.
Tenho muitos sonhos bons. Do tipo que me permite viver uma situação que jamais viveria acordado - pelo menos eu não acho que algum dia o Brad Pitt realmente vai correr atrás do meu ônibus pedindo pra eu não ir embora porque ele quer passar mais tempo comigo; mas é óbvio que eu posso estar errada - quando isso acontecer eu provavelmente estarei dirigindo minha Cayenne e não fugindo de ônibus!!!
Outros são horríveis - perseguições, assaltos, bizarrices, situações de muito medo. Mas o alívio de acordar bem na hora que tudo vai dar errado... quisera pudéssemos ter este tipo de sensação quando se trata da vida real.
E tem os meus preferidos. Aqueles em que eu tenho a chance de encontrar, abraçar e até conversar com aqueles que já se foram. Sentir minha cachorrinha dormindo grudada no meu pé, ouvir meu avô me chamando de Fiota ou papear por horas com uma amiga querida que me faz tanta falta. A grande chance de estar com quem se ama e não se pode tocar acordado.
Eu adoro sonhar acordada, mas ainda não acho que seja melhor do que sonhar dormindo!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

.papo de almoço.

Não sei se acontece com todo mundo, se é só comigo ou se sou eu que sou muito enxerida, mas a verdade é que venho ouvindo conversas de outras pessoas, no elevador, na mesa ao lado ou na fila do banco, que, pra ser bem suscinta, me chocam. Por exemplo:

(no elevador, dois homens bem apessoados, de uns 35 anos)
- Nossa, ela ficou ainda mais bonita, né? (levando as duas mãos pra frente do peito, indicando seios fartos)
- Muito! O Arthur que ia ficar louco se visse ela desse jeito.. (rindo)
- Nem fala! E ela também está emagracendo rápido, né?! (cara de safado)
- Ah, mas é normal... mulher sempre emagrece quando está amamentando...

Peraí, QUÊ??? A gostosa, a quem vocês estão se referindo, que ia mexer com a cabeça do amigo Arthur, está mais bonita e peituda porque ela acabou de ser mãe e está amamentando um recém-nascido enquanto vocês falam sobre os peitos cheio de leite dela??? TARADOS IRREPARÁVEIS!

E tem mais:

(duas mulheres, no restaurante, uns 29 anos, cara de amigas que não se vêem há um ano)
- Eu sabia que ele não merecia, mas decidi que ia sair com ele mesmo assim...(corando)
- Já tô vendo tudo..saiu? (revirando os olhos)
- Saí! Mas prometi pra mim mesma que era só pra me vingar, não ia dar bola pra ele a noite inteira e muito menos deixar nada rolar. (decidida)
- Uau! E como foi? (desconfiada)
- Você acredita que quanda a gente chegou na minha casa, eu fui ao banheiro fazer xixi e ele veio atrás??? (fingindo estar inconformada)
- Peraí, nada ia rolar e você levou ele pra sua casa??
- Só pra um café... (TÁ!)
- E aí, você mandou ele sair do banheiro?
- Ah não né amiga, ele já estava lá... daí eu dei na pia, na privada, no chuveiro... (e dessa vez ela nem ficou vermelha)
- Sabia, safada! E depois?
- Fiquei chateada, ele nunca mais me ligou...

AH VÁ??? Você sabia que o cara não prestava, fingiu de dificil a noite inteira e se jogou nos braços dele no primeiro passo que ele deu em sua direção e está surpresa porque ele conseguiu só o que ele queria? HELLO!

E pra fechar com chave de ouro:
(dois homens, no restaurante, um com uns 40 e outro mais perto dos 50, chefe e empregado, respectivamente)
- Você é um bom funcionário e nós queremos te ajudar... (cansado)
- Mas eu não preciso de ajuda, só de um pouco mais de dinheiro.. (aparentemente, chapado)
- Por que? O que aconteceu com seu salário?
- Estava em casa na semana passada, mas estou sem TV, daí eu saí pro bar e acabei bebendo tudo..
- Você precisa de ajuda, nós queremos te internar com seu consetimento. Vamos arcar com as despesas. (desesperado)
- Eu não sou alcoolatra não. Já fui, mas passou. Fiquei aquele ano todo sem beber, agora é só por diversão... (devorando uma travessa de bife à parmeggiana e rindo com a comida entre dentes)
- Você é, deixa eu te ajudar. (cara de PELO AMOR DE DEUS!)
- Deixo, me dá uma graninha aí, vai...

Prova de que ainda existe gente disposta a ajudar no mundo. E gente louca o suficiente pra achar que o problema da história é o dinheiro e não o alcool... ACORDA, ele é uma das únicas pessoas que vai querer te ajudar durante toda a sua vida!

Tá, eu assumo que fico "gansando" a conversa alheia. Mas vocês tem que concordar que o mundo esta cada vez mais errado, e ferrado. Ponto.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

.procuram-se colhões.

Preciso inventar um nome pra um sentimento novo. Algo que fica entre o interesse casual e o amor, mas não tem nada a ver com atração física ou química. Não se caracteriza como amizade colorida porque nem sempre é recíproco. É bem menos intenso que a paixão e mais forte do que a carência. Por enquanto vou chamá-lo apenas de sentimento C.

Tudo isso porque eu quero falar sobre esse sentimento C com vocês e acho injusto não chamar uma coisa pelo nome, parece fofoca, maldade. E, como diria uma grande amiga, não gosto de fofocas, prefiro as babaleias.

Costumo me interessar por caras que já tenham demonstrado um certo interesse por mim e me apaixono por eles no mesmo momento em que esse interesse acaba. Este é o sentimento C, injusto e inconfundível. Você não pode confundí-lo com ser contrariada, por exemplo. Também não vale dizer que eu só quero aquilo que não posso ter, já que se fosse assim, eu não teria nem me interessado em primeiro lugar.

Meio que acontece assim: você, homem, sente um tipo de atração por mim. Puxa um papo, troca uns olhares, faz uns elogios, oferece uns chocolates de vez em quando e vive dizendo o quanto se diverte em minha companhia. Meu cérebro recebe a informação de que um interesse casual foi demonstrado. Ele pergunta pros meus olhos - gostaram? Se os olhos dizem que sim, perguntam pro corpo - concorda? O corpo, se respondendo positivamente, questiona o coração - vamos nessa? Por sua vez, o danado do coração responde prontamente - tô fora, vai sobrar pra mim! E voilà o sentimento C. É a melhor fase do flerte, só faz bem.

Então, depois de me certificar que o coração não vai embarcar nessa e acabar me dando trabalho no futuro, eu te dou uma chance. Pronto, f#d*u! Esta chance é tudo que você, cromossomo Y, precisa para acabar com o sentimento C. O próximo chocolate que me oferecer e eu aceitar com as bochechas corando, faz com que você corra como se eu tivesse acabado de te pedir pra ser o pai dos meus filhos.

Meu coração olha bem pra mim, com aquela cara de cansado, e pergunta - preciso dizer que eu avisei? Sim, meu caro coração, eu sei que é você quem vai enfrentar as consequências disso tudo.

Mas, como pra quase tudo na vida, eu tenho uma teoria para isso: Você, homem, não tem colhões suficientes para fazer o sentimento C subir um pouco de classe e virar um belo A. A de amor, de amizade, de alegrias, de aspirações, A de... de Asno!! Porque é só isso que você pode ser pra desperdiçar um negócio tão legal.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

.sexta-feira.

Adoro o que as sextas feiras fazem com as pessoas.

As pessoas passam a semana inteira correndo com seus compromissos, entrando um pouquinho mais cedo no trabalho, saindo mais tarde. Dependendo da quantidade de obrigação que se tenha, tem gente que não para nem pra se alimentar. Da hora que acorda até a hora que vai dormir tudo é correria e stress.

Mas aí, chega a sexta-feira, o casual day. Sexta é dia de ligar a soneca do despertador e ficar uns minutinhos a mais na cama, tomar aquele banho demorado, seguido de um bom café da manhã. Dia de chegar no trabalho quase meia hora atrasado, cumprimentando o porteiro e a tia do elevador, e encontrar os colegas com aquele sorrisão no rosto.

Às sextas-feiras as pessoas se vestem com mais humor, fazem planos, convidam aquele cara de poucos amigos do TI da empresa pro almoço e, no restaurante, a saladinha que se dane! Peixe??? Imagine, sexta é dia de batata frita, bife à milanesa, lasanha. E, que uma hora de almoço que nada - "gente, hoje é sexta e o chefe está pagando o cafézinho!"

Os mais afortunados ainda tem a sorte de sair mais cedo. Cinco e meia o trabalhador dedicado da semana inteira, levanta da cadeira, sai do escritório com aquele ar de liberdade e afrouxa o nó da gravata. Seis já está no carro, de havaianas nos pés, a caminho da praia, twittando no seu telefone esperto a respeito do trânsito pros amigos que vem mais tarde.

E tudo isso só porque é sexta, o fim de semana chegou. É por isso que eu digo - Adoro o que as sextas feiras fazem com o ser humano!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

.de volta.

Exatos cinco meses que voltei da França e abandonei o blog "Chacun prend son plaisir ou il le trouve". E hoje, acordei com saudades. Nem tinha percebido, mas já estava sentindo uma falta tão grande de escrever que ela estava começando e me corroer por dentro.

Então é isso. Apresento a vocês, a partir de agora, o .estela luiza.. Sem assuntos pré-definidos, nem temas específicios. A idéia é só falar do que der vontade de falar. E deixar ler aquele que tiver vontade de ler.

Foi dada a largada!