Se tem uma coisa que é quase inacreditável é a concorrência no mundo dos relacionamentos.
Pensa em uma cara feio e desagradável. Agora multiplica por dois - é quase certo que a única mulher que gosta dele é a mãe. Agora pega o resultado dessa conta, toma uma dose de seiláoquê e se apaixona por ele. Pronto, pode ter certeza que a partir deste minuto você está concorrendo com pelo menos mais duas mulheres e uma delas parece infinitamente mais interessante do que você.
Há quem diga que a "competição" acirrada dá um gostinho a mais no jogo da conquista, te faz observar mais o que o bofe tem de bom e desperta o lado instintivo de querer lutar pelo alvo da cobiça. Fora que se a pessoa for a cópia de um cão chupando manga, instantaneamente você passa a enxergá-la como um cachorrinho fofo comendo uma frutinha deliciosa e tropical.
E você está aí sozinha, com a certeza absoluta de que não há um cristão no mundo inteiro disposto a te levar pra jantar e que assim que aparecer um... não vão aparecer outros! Pra que se iludir? Acontece com todo mundo por quem você se apaixone, mas não acontece com você. Quando começa a flertar com alguém, fica torcendo pra aquele seu primo distante deixar um recado amoroso na sua página do facebook e causar um ciuminho bobo no cara, mas é claro que o universo não está do seu lado, ele nunca está.
Enquanto isso, na página dele, há pelo menos 3 publicações pelas quais você arrancaria metade do couro cabeludo.
O mundo sentimental é assim - tem sempre alguém querendo aquilo (ou aquele) que você quer, não importa o que (ou quem) seja. E o negócio é subir no salto e brigar por ele até o fim - pode ter certeza que se conseguir e perceber que nem era tudo o que imaginava, alguém vai cuidar dos pedaços restantes do coração do gato, principalmente porque depois de jogar no seu time o passe dele só valorizou!
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