sexta-feira, maio 13, 2011

.pronto, falei.

Que todas as representantes do sexo feminino me perdoem, mas depois de um delicioso encontro entre amigas ontem, resolvi revelar aos homens o que tanto conversamos quando estamos só entre mulheres.

Ao contrário do que vocês pensam, meus queridos, vocês e suas atitudes tão previsivelmente masculinas não são o nosso único ou principal assunto. Falamos de vocês sim, não vou negar. Falamos bem e mal... mais especificamente mal dos nossos e bem dos outros. Se ultimamente você fez alguma coisa que mereça um elogio, não se preocupe, nós saberemos reconhecer - mas vamos tirar o sarro se você passou do limite do romantismo.

Esqueça o clichê de que mulheres passam a maioria do seu tempo conversando sobre sapatos, bolsas ou promoções. Esses assuntos costumam dar lugar a coisas bem mais importantes. Vivemos, por exemplo, procurando culpados por problemas importantíssimos para a humanidade como a miséria ou a educação, e também por coisas menos relevantes como a irresponsabilidade do filho do Neymar ou as piadas ofensivas (e engraçadissimas) do Rafinha Bastos.

Dividimos segredos, que de vez em quando também envolvem famosos, mas na maior parte das vezes, envolvem pessoas e relevância reais, e encontramos soluções para problemas aparantemente insolúveis num abraço, ouvido ou apoio moral, o que, diga-se de passagem, é praticamente impossível encontrar em você.

Falamos também sobre nossas mães, e dessa vez, a regra é contrária. Falamos bem das nossas e mal das suas. Podemos até criticar algumas atitudes de nossas progenitoras de vez em quando, mas é incocebível a ideia de elogiar uma sogra.

Indicamos remédios, anticoncepcionais, médicos ginecologistas e laboratórios para realizar os exames que odiamos mas devemos fazer sempre, ou outros que não são de todo ruim, e até gostaríamos de fazer com um pouco mais de frequência.

Discutimos sobre nossas rotinas de trabalho, o que andamos fazendo nas horas vagas, pessoas interessantes, programas que queremos fazer, que roupa usar em certos eventos ou últimos e-mails ou hashtags engraçados recebidos ultimamente.

Pedimos alguns conselhos umas às outras. Quem namora pede uma luz à quem está solteira e vice-versa - o que nunca dá muito certo já que uma não entende nada da situação da outra, mas gostamos de ouvir mesmo assim. Pedimos ajuda também na escolha de presentes, num corte de cabelo, ou numa cor pra parede da sala, e 90% das vezes, acabamos fazendo tudo ao contrário do que foi dito aconselhado.

Fazemos planos. Planos para festas, viagens ou futuros programas culturais. E também planos mirabolantes para conseguirmos alguma coisa que queremos muito mas não sabemos exatamente como alcançar sozinhas. E é uma delícia ver que quase sempre chegamos lá, de mãos-dadas.

Se estamos só entre mulheres - pasmem - não vamos juntas ao toilette - é desnecessário. E aquela que vai sozinha e esquece o celular na mesa, acaba fazendo coco em sua página do facebook. O que me faz pensar nas piadas. Rimos o tempo todo de piadas que até faríamos na frente de vocês, mas temos certeza que jamais entederiam.

Assim como esse post - que eu tenho certeza que no fim, vai agradar só a nós mulheres mesmo!

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