quarta-feira, agosto 17, 2011

.crônica de uma doença crônica.

Sabe-se bem que a osteoartrose, ou artrose, é uma doença predominante nos idosos. Especialistas do mundo todo afirmam que isso se dá pelo desgaste dos músculos durante os numerosos anos em que trabalharam, construíram casas e famílias, andaram e lutaram pelo viver de cada dia; mas eu - uma recente portadora da patologia, no auge dos meus 25 aninhos - discordo. A artrose é uma doença de velhinhos porque requer uma inesgotável paciência que só depois de 80 anos vividos e suados é que um ser humano é capaz de desenvolver.




"Não corra, não pule, não abaixe. Procure dirigir o mínimo possível, só dobre as pernas quando extremamente necessário e tente não ficar muito tempo em pé. Tome estas duas medicações antes de dormir pelos próximos dois meses, não misture com álcool, nem com analgésicos - em caso de dor extrema, repouse 30 minutos pela manhã e mais 30 pela tarde. Se aguentar, caminhe 20 minutos por dia, em caminho totalmente pleno, com sapatos apropriados, em marcha lenta. Outros exercícios aceitáveis são os desenvolvidos na água, hidroginástica ou natação. Mas não se preocupe, a doença não é grave e você pode continuar vivendo normalmente."




Normalmente uma ova. É preciso se acostumar com uma rotina totalmente nova, e ai de você se desrespeitá-la. O médico não vai te perseguir e proibir que você também coma e respire, mas seus joelhos vão doer tanto que você vai até questionar se o seu salário é tão importante a ponto de te fazer ir trabalhar todos os dias.




Além dos velhinhos, há outros dois grupos previamente dispostos a desenvolver a doença: atletas e obesos. Sim, além de crônica, chata e corta-brisa, a osteoartrose é contraditória. Faça exercícios demais e sofra. Não faça exercício nenhum e sofra. Procure o equílibrio, tenha a sorte de ser uma exceção como eu, e sofra! E se neste momento você está imaginando que ao invés da excessão, eu me encaixo no grupo dos obesos, tenha consciência que além de não poder fazer tudo aquilo citado acima, eu também não posso mais ser sua amiga - e dessa vez as ordens não são médicas, são de uma mulher possessa, proibida de frequentar as aulas de tênis, equitação e corrida.




Que fique claro que meus conhecimentos estão longe de ser médicos, ou embasados em anos de estudo sobre o tema; pelo contrário, são totalmente leigos, duvidosos e humorísticos. Porque, como sempre, o que realmente importa são as risadas que somos capaz de dar a respeito das piadas que a vida nos apresenta!


Um comentário:

Tânia disse...

amiga.... nao acredito que voce tá com um problema de velhinho...!!! caramba!!! mas é so vc seguir essa pequenas regrinhas que as coisas vao melhorar.... beijos